UM ACORDAR. UMA FORÇA. UMA ESPÉCIE DE RENASCER.

Os sacos de produtos alimentares doados em nome da solidariedade chegam em massa, com um destino marcado: o armazém de Faro do Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve. Mais tarde, estes bens alimentares serão entregues aos utentes desta instituição

que luta por uma sociedade mais justa. O nosso dever cívico é contribuir. Todos.

Nós clicámos, enquanto fotógrafos

voluntários, registámos e documentámos, através das imagens, o trabalho em prol do outro. Acompanhámos o trabalho desenvolvido pelo Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve durante o Ano Europeu do Voluntariado e da Cidadania Activa (2011), num trabalho contínuo, apontando a objectiva para dentro de um mundo de generosidade e de fraternidade. É intenso. É contagiante. É para o bem de todos. São 48 horas quase ininterruptas de

colaboração na recolha dos alimentos,

que junta miúdos e graúdos que se empenham, lado a lado, do amanhecer até ao cair da noite, nos meses de Maio e de Novembro, para recolher géneros

alimentares à entrada dos supermercados da região do Algarve. Objectivo: a entrega dos alimentos recolhidos aos

menos afortunados para que estes possam ter comida em cima da mesa todos os dias e viver com mais dignidade.


As actividades iniciam-se de manhã cedo, numa organização e coordenação invejável, que envolve desde escuteiros, catequistas e associações de solidariedade social, até pessoas anónimas, novos e idosos, estrategicamente espalhadas pelo território, preparados com os sacos do BA na mão, para apelar à importância de ajudar as pessoas necessitadas. Estende-se a mão para dar e para receber. Sempre com um sorriso. Trata-se de engajamento. De esforço. De entrega. Pessoas em uníssono. Juntas para atingir um objectivo. Num acto

altruísta. Horas e horas de costas dobradas na triagem dos alimentos, a colocar tudo

em locais devidamente identificados, para que os alimentos básicos, como o arroz, a massa, o óleo alimentar, a farinha, o grão e o leite sejam empacotados, embalados, pesados e armazenados. A actividade no armazém faz lembrar um formigueiro numa actividade aparentemente sem fim. Uma verdadeira cadeia humana. Um movimento constante,

um fluxo ininterrupto, num ambiente de camaradagem onde as fardas de Sr. Doutor e do cidadão anónimo são despidas à porta e onde todos estão em pé de igualdade.


É com boa disposição e muito orgulho que posam para a câmara fotográfica de forma mais ou menos espontânea. É instantâneo. Acontece durante o rodopio da triagem dos alimentos, na entrega dos sacos aos clientes das lojas, no carregar das carrinhas. Num segundo voltam ao trabalho, concentrados na tarefa de ajudar, já se esquecendo totalmente

do disparo do flash. Obrigado. É de longe a palavra mais utilizada neste apelo gigante à

humanização da sociedade que é a intervenção das centenas de voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve. A luta contra a exclusão social e contra a pobreza prolonga-se durante o ano todo. Ocorre todos os dias. Com a contribuição de todos.

Obrigado a todos por Alimentarem esta Ideia!

ESPAÇO ALFA - Artigo de Malin Löfgren publicado no Caderno de Artes Cultura.Sul de dezembro de 2011

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