MARE NOSTRUM - A FOTOGRAFIA POR UMA CAUSA


ALFA presta homenagem ao mar.

Decorridos cerca de 3.500 milhões de anos sobre o surgimento dos oceanos, inúmeros ecossistemas aquáticos e terrestres foram surgindo, no entanto, os oceanos continuam a ser fundamentais para o equilíbrio e a sustentabilidade de toda a biodiversidade da Terra. Cobrindo mais de 70% da superfície do planeta, os oceanos possuem uma grande importância ecológica, climática e até económica.


No entanto, até agora temos assistido,

de forma “passiva”, à sua destruição

por parte do maior predador do planeta: o ser humano. Assumindo-se no topo da cadeia alimentar, como o mais hábil, o mais capaz e o mais inteligente, o ser humano tem poluído, saqueado, mutilado, causado alterações orfológicas e genéticas, extinto espécies e esventrando as suas profundezas para

a extração de crude. O ser humano tem-se esquecido que a par dos direitos, existem deveres – deveres de um usufruto responsável e sustentável.


Os mares e os oceanos são parte importante do património natural, razão pela qual temos de zelar pela sua preservação, sob pena de risco de perda da biodiversidade do nosso planeta. Não se demitindo das suas responsabilidades artísticas, culturais e sociais, a ALFA leva a efeito na Galeria Arco, até dia 7 de setembro, a exposição de fotografia Mare Nostrum como forma de homenagear o mar português. Sob o olhar de dez fotógrafos pretende-se mostrar a sua beleza, diversidade paisagística, em suma, despertar consciências. Como linguagem universal, a fotografia comunica, informa, mostra, sensibiliza, toca, educa, documenta, contribui para a construção da memória coletiva.


Participam na exposição: António Bernardes, Carlos Cruz, Dário Agostinho, Eduardo Pinto, Marco Pedro, Mauro Rodrigues, Paulo Côrte-Real, Saúl Lopes, Teresa Palaré e Vitor Azevedo. ESPAÇO ALFA - Artigo de Paulo Côrte-Real publicado no Caderno de Artes Cultura.Sul de agosto de 2018

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